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as lâmpadas que se fundem e afogam [entries|friends|calendar]
estaca erguendo saturno

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[15 Feb 2009|04:43pm]
estalos corpetes escolhas
o fogo arde ainda
no palco, aceso de
músculos

dos teus partos, as
vagas lentas
dão-te pelos pés

os vincos do estômago
vencendo-te os dentes

fénix
1 | +

[15 Feb 2009|04:38pm]
Dar-te-ei: folhas,
Neve, o Sol nascendo
A cada noite...

fénix
+

[04 Aug 2008|07:55pm]
estranho-me:

largo as flores...

mortos,



fénix
2 | +

[25 Sep 2007|01:24am]
Crianças de cabelos presos
Como mulheres donde
escorrem

Águas velhas

Seres fundos

a lamberem a inclinação
das árvores, a coincidência
dos azuis, ainda a
obediência certa dos
Horizontes

Encubro-me

Não ofereci as duas luas:

Só uma última me
olha de frente


fénix
1 | +

[25 Sep 2007|01:21am]
Nos ventres dos leitos, só
Pássaros murmurando,
folhas recusam o verde,
uma e outra vez

Dizem-me: já não há
virgens as pedras
regridem e nem as
mulheres se esfregam
nelas

{no cemitério surdo das
cigarras, perdi-me
dos dias}


fénix
+

[25 Sep 2007|12:57am]
A mulher de sangue
de estátua, a arrastar
o corpo da filha,

Enquanto nós, os sucessores

de Atenas, invadimos
de chuvas vazias a
Selva de barragens

Infantes farpados

Ainda à espera da Lua
no planalto, o útero
dividindo-se em 4, prestes

a entrada das mãos gémeas
13 portas, o indiano de
Olhos vermelhos, o

Grito relógio dourado

aspiras dentes aos ventos
metades Debruadas de
raparigas

os cordões que
ficaram por atar de noite


fénix
+

[11 Jun 2007|07:58pm]
Ponto de Fuga:
a matéria durável
dos sonhos todos...


fénix
3 | +

[08 Jun 2007|01:14am]
maria, tuas pestanas pétreas,
em que os cães suturando guardas


maria, o reflexo desamparado do teu peito,
em que o céu sucumbindo se despenha


maria, teus braços de água,
em que os insectos se procriando rompem


maria, as aves, maria, as mortes,
maria, tuas as migalhas,teus os gritos ,

em que sonhando te desenlaças...


fénix
+

[06 Jun 2007|01:10am]
Stava um dia perfeito
Quando se atirou ao negro
Com uma pele inexorável
E muda

Os dias ficaram
A pender da varanda
sim, porquê?

nas patas dos pais,
um entardecer débil
de folhas pesadas

como ao longe,
vagarosamente, as
moedas afundando-se


no silêncio selvagem
de sempre...


fénix
1 | +

Kzen-ah-kiS [05 Jun 2007|03:13pm]
Houve um surto de es
Trelas Cadentes
Pássaros Degol
Ados Os pés sangrando
nas Plantas, farpas
de páginas per-Fu.
Radas zumbirem idas

(as unhas combinam? per-
guntavas prerrogando)


fénix
+

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